A última lição de Stephen Hawking: todos podemos escapar dos buracos negros

O físico britânico Stephen Hawking, uma das mentes mais brilhantes do século XX, morreu nas primeiras horas desta quarta-feira, 14 de março de 2018. Sua obra, suas ideias e sua verve tornaram-se muito populares com o passar dos anos, transformando-o em um personagem que extrapolou o meio científico para tornar-se uma estrela pop. “Uma Breve História do Tempo”, seu livro mais conhecido, vendeu mais de 10 milhões de cópias em mais de 20 anos.

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Enquanto o mundo lamenta a morte de Hawking, não param de brotar pela internet relatos e histórias que ajudam a entender ainda mais a forma como o físico enxergava a vida. E uma de suas mensagens mais pungentes foi transmitida há pouquíssimo tempo, em 7 de janeiro deste ano — véspera de seu aniversário de 76 anos.

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Em um pronunciamento no Royal Institute, em Londres, Hawking comparou os buracos negros — objetos de seus estudos mais importantes — à depressão, um dos males mais comuns do mundo contemporâneo:

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“A mensagem desta palestra é a de que os buracos negros não são tão escuros assim. Eles não são as prisões eternas nas quais acreditávamos antigamente.”
“As coisas podem escapar de um buraco negro, saindo dele ou indo possivelmente para outro universo. Então, se você se sente dentro de um buraco negro, não desista — há um jeito de sair.”

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Diante de uma plateia de 400 pessoas, Hawking ainda falou sobre as dificuldades que enfrentou ao ser diagnosticado como portador de esclerose lateral amiotrófica. Depois de passar décadas contrariando as expectativas dos médicos, o físico jamais se deixou abater pela adversidade.

“Apesar do infortúnio de ter a doença, tive muita sorte com o resto das coisas. Trabalhei com física teórica em uma época maravilhosa. Minha deficiência não foi um impedimento sério para meu trabalho.”
“Também é importante não sentir raiva, não importa o quanto a vida pareça difícil. Você pode acabar perdendo toda e qualquer esperança quando não tem a capacidade de rir da vida e de si mesmo.”

Descanse em paz, professor Hawking.

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