Como Elon Musk, o super-herói dos nerds, vai nos levar onde jamais estivemos

Poucos cérebros deste confuso século XXI são tão sagazes quanto o de Elon Musk. Afinal, o bilionário sul-africano, de 46 anos, é um visionário na melhor acepção da palavra. Não é exagero afirmar que seu espírito empreendedor e sua capacidade de mover fortunas estão ajudando a moldar o mundo do futuro. De fato, as ideias de Musk já estão transformando a forma como consumimos os recursos naturais do nosso planeta. E, agora, prometem nos levar para muito longe dele.

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Aos 12 anos, quando vivia em Pretória, Musk criou e vendeu um videogame por cerca de R$ 1.600. Seis anos depois, mudou-se para o Canadá, país natal de sua mãe, onde entrou em uma faculdade pública. De lá, migrou para os Estados Unidos, onde formou-se em Física e Economia. Em 1999, Musk vendeu sua primeira empresa — uma agência de produção de conteúdo para portais de notícias — para a Compaq, um verdadeiro titã da tecnologia. Dessa forma, aos 28 anos, tornou-se um milionário.

De lá para cá, Musk aumentou ainda mais sua fortuna, quase sempre correndo altos riscos. Depois de vender a PayPal, uma empresa de transações financeiras pela internet, por US$ 1,5 bilhão, diversificou ainda mais seus negócios.

Hoje, o empresário está à frente da fabricante de carros elétricos Tesla, da distribuidora de energia SolarCity e da Hyperloop, que aposta em uma nova tecnologia para o transporte coletivo em altíssima velocidade. Mas nenhum dos empreendimentos de Musk é tão fascinante quanto a SpaceX.

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O dia de ontem, 6 de fevereiro de 2018, entrou para a História graças ao bem-sucedido lançamento do Falcon Heavy (foto acima), o foguete mais potente de todos os tempos. Depois de várias tentativas frustradas, ele finalmente partiu para uma missão que deverá chegar a Marte.

Quando comparados às espaçonaves da Nasa e de outras agências espaciais, os foguetes da SpaceX apresentam diferenciais importantíssimos. Entre eles, está o uso de propulsores capazes de voltar à Terra intactos (foto do pouso abaixo). Até então, esses verdadeiros rojões acabavam destruídos ou no fundo do mar. Graças a inovações como essa, os lançamentos da SpaceX são cinco vezes mais baratos do que os da Nasa.

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Mas a história não pára por aí. Musk deixou seu lado fanfarrão falar mais alto e bolou uma jogada de marketing sensacional para turbinar outro de seus negócios com o voo do Falcon Heavy. Nada menos que um Tesla Roadster — o carro elétrico esportivo mais famoso do mundo — foi devidamente embarcado na aeronave.

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Logo depois do lançamento do foguete, imagens ao vivo passaram a mostrar o carro entrando em órbita. No volante, um boneco vestido de astronauta. Nos alto-falantes, o clássico “Space Oddity”, de David Bowie. Por fim, na tela do painel do automóvel, a mensagem “DON‘T PANIC!” — uma referência a “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, obra-prima de Douglas Adams.

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Para completar o pacote de sacadas, o empresário ainda revelou um segredo escondido no motor do Tesla Roadster. Como a imagem abaixo revela, uma das placas de circuito integrado do carro carregava a inscrição: “*Feito na Terra por humanos*”

A nós, meros fãs da ciência e da cultura pop, só resta aplaudir mais essa jogada do super-herói dos nerds. Vá em frente, mr. Musk. Estamos prontos para embarcar contigo.

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