Como um cachorro entrou na lista de formandos de uma escola norte-americana?

Uma das maiores tradições das escolas nos Estados Unidos é o famoso Yearbook, um álbum com fotos de todos os formandos do ensino médio. Nele, também há registros dos professores, de eventos, de histórias curiosas e por aí vai. O dia de receber o Yearbook é super aguardado pelos alunos, que sempre se divertem com as fotos dos colegas. Neste ano, os formandos da escola Stafford High, no estado de Virginia, ficaram especialmente surpresos com uma das imagens.

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Ao lado de rostos sorridentes estava Alpha, um belo labrador, que, além de ser o formando mais charmoso da turma, é um cão de serviço. Há anos ele acompanha o estudante Andrew Schalk em todos os momentos, inclusive na escola. O adolescente tem diabetes do tipo 1, e Alpha está sempre ao seu lado para ajudá-lo a controlar os níveis de açúcar em seu sangue.

“A coisa mais incrível sobre Alpha é que, graças ao seu olfato inacreditável, ele sabe se o meu índice glicêmico vai subir ou descer com 20 minutos de antecedência”, contou Andrew ao site “Bored Panda”. Na verdade, Alpha já salvou o jovem inúmeras vezes. Durante a noite, ele late para avisar quando sente que os níveis de açúcar de seu dono baixaram.

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Andrew foi diagnosticado com Diabetes do tipo 1 em 2009. Para comprar Alpha, um cão especialmente treinado, ele teve que pedir ajuda à sua comunidade para juntar US$ 25.000. Quando Alpha finalmente pôde acompanhar Andrew na escola, todos os alunos ficaram felizes de vê-los pelos corredores – afinal, todos haviam ouvido histórias sobre ele nos inúmeros eventos que foram organizados para levantar fundos para Andrew.

Nada mais justo, portanto, do que o lindo labrador preto de quatro anos fazer parte da turma. Acompanhando Andrew diariamente em suas aulas, Alpha conquistou todos que frequentam e trabalham na escola. Para Andrew, isso é só o começo: “Ele vai estar comigo até se aposentar”, diz o jovem.

Os cães de serviço tornam a rotina de pessoas com deficiência mais prática e feliz, aumentando sobretudo sua independência. Esses cachorros são divididos por categorias e são treinados para ajudar autistas, deficientes visuais, diabéticos e cadeirantes, entre outros. Eles aprendem, por exemplo, como impedir uma criança autista de sair correndo ou como alertar alguém sobre uma crise alérgica ou um ataque epiléptico.

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No Brasil ainda não existem leis que permitam que esses cães frequentem locais públicos, como ocorre com o labrador Alpha. É muito importante que os benefícios que um cão de serviço oferece sejam reconhecidos. Leis claras precisam ser criadas para que seus donos possam ter a presença deles garantida em qualquer espaço ou transporte público também no nosso país.

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